Assim como a internet oferece benefícios, ela também pode gerar riscos para usuários e organizações. Por isso existem conceitos ou práticas de cibersegurança responsáveis por otimizar a proteção das informações digitais.

Os cibercrimes são avançados ao ponto de atacarem bancos de dados (databases), sem a empresa perceber. Você está com a concentração no trabalho, enquanto cibercriminosos invadem o sistema e acessam dados sigilosos.

Um perigo! Imagine perder o trabalho corporativo de diversos anos por uma falha na cibersegurança? Certamente tal prejuízo faz os gestores responsáveis arcarem com os prejuízos.

Constante aumento dos crimes online

A PurpleSec indica que, por causa da pandemia, os cibercrimes aumentaram em 600% globalmente. São diversos os delitos cibernéticos capazes de afetar negócios, com situações como:

  • Acesso a históricos de finanças ou negociações políticas;
  • Alterações de dados que prejudicam processos produtivos;
  • Caos operacional;
  • Interrupção do trabalho de diversos colaboradores;
  • Paralisação das linhas de produção industrial ou comercial;
  • Prejuízos na credibilidade de uma marca;
  • Problemas no fornecimento de energia;
  • Sequestros de dados cujos sequestradores aplicam técnicas de extorsão;
  • Uso indevido ou bloqueio de sistemas internos;
  • Vazamentos de dados confidenciais da empresa ou dos clientes.

O que é cibersegurança?

Em decorrência dos crescentes ciberataques a empresas e a pessoas físicas, o tema “cibersegurança” ganha cada vez mais espaço midiático. Em termos conceituais, é um ramo da segurança das informações que objetiva proteger dados de servidores, computadores e sistemas, contra os ataques online ilícitos.

Uma efetiva tática de cibersegurança é trabalhar a defesa das informações em diversas camadas para a proteção, físicas ou digitais.

Embora escalável para suportar vastas redes de dados, a internet é vulnerável, principalmente aos negócios sem estruturas robustas de segurança cibernética. E em tempos de ascensão da indústria 4.0, nos quais os processos operacionais estão conectados, a cibersegurança é indispensável para a saúde da vida produtiva de um empreendimento.

Quais os riscos de não investir em cibersegurança?

Ao utilizar tecnologias como IA (Inteligência Artificial), ML (Machine Learning) e IOT (Internet das Coisas), as práticas de cibersegurança têm mais efetividade na defesa informacional de uma corporação. Não investir no setor resulta em 8 riscos principais:

1 – Menos confiabilidade

Stakeholders deixam de confiar em uma companhia se não há processos que asseguram os dados pessoais. A partir do momento em que vaza na mídia um problema por cibercrime, a marca reduz a confiança mercadológica pela baixa cibersegurança.

Além de investir nas práticas mais aceitas de segurança para TI constantemente, a empresa precisa iniciar campanhas de marketing. Isso é importante para divulgar ao público os investimentos que defendem as informações.

2 – Baixa cultura data driven

A cultura data driven se refere à prática de rotinas laborais orientadas por dados.

Um baixo investimento na cibersegurança reduz a aptidão do negócio para enfrentar os desafios corporativos da transformação digital. Como resultado, aumenta a exposição, o que facilita os cibercrimes.

Para evoluir a cultura data driven não basta usar as melhores tecnologias. Outra necessidade é treinar colaboradores, preparando à equipe para trabalhar sem arriscar os dados.

3 – Prejuízos legais

Cada país tem regras específicas. Sabia que há leis para crimes digitais e multas às empresas que facilitam a criminalidade online por negligenciar a cibersegurança?

Por exemplo, no Brasil há a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Entre os diversos artigos, existem alguns que exigem a adequação técnica por parte da iniciativa privada para evitar infrações.

Algumas multas chegam aos milhões de reais. Para entrar em conformidade com a LDGP é recomendável uma consultoria. Consultores implementam as tecnologias necessárias e treinam equipes.

4 – Danos financeiros

Em primeiro lugar existe a questão produtiva. Se uma empresa é alvo de cibercrimes pode ter que interromper as operações.

Segundamente, em diversos casos, os cibercriminosos sequestram as informações e exigem pagamentos para o resgate.

Uma prática recomendável para evitar prejuízos financeiros por ciberataques é utilizar softwares originais e atualizados. Alguns antivírus têm IA para bloquear funções, enviando alertas em casos de comportamentos suspeitos no sistema

5 – Perda de tempo

Um acontecimento de grandes proporções endivida o negócio ao longo-prazo. Alguns reparos exigem horas, dias, meses ou anos. Há casos em que é mais caro reparar do que investir em cibersegurança para a prevenção.

Obviamente, para não perder tempo com retrabalhos por crimes virtuais, vale a pena investir em cibersegurança avançada o quanto antes.

6 – Violação da propriedade intelectual

A informação é o principal ativo corporativo no século XXI. Os dados empresariais revelam a capacidade operacional. Também mostram diferenciais competitivos, assim como balanços financeiros ou resultados de pesquisas para inovar.

Uma vez que dados de companhias são violados, a organização tem ameaçada a própria inteligência. São anos de investimentos em xeque, sem controle de quem acessa, negocia ou se beneficia com as informações privilegiadas.

Bancos de dados seguros, conectados à infraestrutura de TI por comunicações criptografadas, dificultam as violações.

7 – Problemas na infraestrutura física

A cibersegurança engloba processos online e offline na proteção. De fato, os próprios equipamentos do negócio são atingidos por programações que causam a autodestruição ou as manipulações indesejadas.

São muitos exemplos do potencial físico de cibercrimes. Em 2010, especialistas descobrem o Stuxnet, um software malicioso que muda os comandos das centrífugas para enriquecer urânio no Irã.

Por volta de 2016, especialistas revelam o Industroyer, que afeta o fornecimento de energia ucraniana. Durante 2017, o Triton ataca sistemas de segurança que manipulam máquinas de grandes petrolíferas.

Portanto, para garantir uma melhor cibersegurança, a companhia precisa se preocupar também com investimentos de segurança online para os bens físicos conectados a processos produtivos.

8 – Atração de novos ataques

A notícia da facilidade à invasão se espalha entre cibercriminosos na deep web. Uma organização lucrativa sem cibersegurança funciona como um imã para cibercrimes.

Para precaver é válido mapear a cibersegurança já existente. Depois vale implementar planos estratégicos robustos, na medida certa para cada área, com fins de acabar com excessos de invasões.

Qual a importância de uma solução estratégica para a cibersegurança?

Só instalar um antivírus não é o melhor caminho para evitar cibercrimes. Conforme uma empresa cresce, ela chama a atenção de cibercriminosos.

O crime online não tem nada a perder. Hackers mal-intencionados aplicam perícias avançadas para roubar informações valiosas, visando sequestros informativos ou a venda para concorrentes.

É necessário investir nas diferentes camadas de proteção da cibersegurança, em soluções bem pensadas e desenvolvidas de modo personalizado para cada setor corporativo.

Assim o negócio tem mais preparo para defender dados, monitorar riscos e prevenir ataques cibernéticos por 24h, tendo menos custos com mais benefícios no processo.